segunda-feira, 30 de junho de 2014


SINDROME DE DOWN


      Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe por que isso acontece.
   Em alguns casos, pode ocorrer a translocação cromossômica, isto é, o braço longo excedente do 21 liga-se a um outro cromossomo qualquer. Mosaicismo é uma forma rara da síndrome de Down, em que uma das linhagens apresenta 47 cromossomos e a outra é normal.
Alterações provocadas pelo excesso de material genético no cromossomo 21 determinam as características típicas da síndrome:
* Olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, prega palmar única e orelhas pequenas;
* Hipotonia: diminuição do tônus muscular responsável pela língua protusa, dificuldades motoras, atraso na articulação da fala e, em 50% dos casos, por cardiopatias;
* Comprometimento intelectual e, consequentemente, aprendizagem mais lenta.
Durante a gestação, o ultrassom morfológico fetal para avaliar a translucência nucal pode sugerir a presença da síndrome, que só é confirmada pelos exames de amniocentese e amostra do vilo corial.
Depois do nascimento, o diagnóstico clínico é comprovado pelo exame do cariótipo (estudo dos cromossomos), que também ajuda a determinar o risco, em geral baixo, de recorrência da alteração em outros filhos do casal. Esse risco aumenta, quando a mãe tem mais de 40 anos.
Crianças com síndrome de Dowm precisam ser estimuladas desde o nascimento, para que sejam capazes de vencer as limitações que essa doença genética lhes impõe. Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilitá-las para o convívio e a participação social.

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terça-feira, 24 de junho de 2014



EUTANÁSIA E ABORTO O QUE VOCÊ PENSA SOBRE ESSES 2 TEMAS??

 

Eutanásia


No Brasil, a eutanásia é considerada homicídio

É uma forma de apressar a morte de um doente incurável, sem que esse sinta dor ou sofrimento. A ação é praticada por um médico com o consentimento do doente, ou da sua família. A eutanásia é um assunto muito discutido tanto na questão da bioética quanto na do biodireito, pois ela tem dois lados, a favor e contra. É difícil dizer qual desses lados estaria correto: de que forma deve-se impor a classificação do certo e errado neste caso?
Do ponto de vista a favor, ela seria uma forma de aliviar a dor e o sofrimento de uma pessoa que se encontra num estado muito crítico e sem perspectiva de melhora, dando ao paciente o direito de dar fim a sua própria vida.
Já do ponto de vista contra, a eutanásia seria o direito ao suicídio, tendo em vista que o doente ou seu responsável teria o direito de dar fim a sua vida com a ideia de que tal ato aliviaria sua dor e sofrimento.
No Brasil, a eutanásia é considerada homicídio, já na Holanda é permitida por lei.
Um dos casos mais recentes de eutanásia é o da americana Terri Schiavo: seu marido entrou com um pedido na justiça para que os aparelhos que mantinham Terri viva fossem desligados.
Esse caso chamou a atenção do mundo todo, muitas pessoas se manifestaram contra, as igrejas se revoltaram com tal situação, a família da paciente era contra, os pais dela entraram na justiça tentando impedir tal ação. No fim, a justiça e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, decidiram pelo desligamento dos aparelhos que a mantinha viva.
Com casos assim vêm à tona em nossas mentes certos questionamentos: será que alguém tem direito de põr fim a sua própria vida ou de decidir o fim da vida de outra pessoa? É correto permitir que o doente viva num estado estático de dor e sofrimento? Bom, essas são perguntas persistem e até o presente momento não apresentam respostas.
Enfim, este tema é muito sugestivo para uma reflexão, na qual você poderá fazer uma avaliação do certo e errado e do direito sobre a vida.


Aborto


A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gravidezes. Ele é caracterizado pelo término da gestação de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião.

Abortos provocados consistem na interrupção intencional da gestação. Quanto a isso, acredita-se que ocorram aproximadamente 50 milhões desse tipo de caso em todo o mundo, sendo a Romênia a campeã em número de abortos por habitantes.

Nas clínicas, os métodos mais empregados são a sucção, dilatação, curetagem e injeção salina, sendo esta considerada uma prática segura, desde que seja feita nas primeiras semanas de gestação, e praticada por equipe qualificada. Como pesquisas recentes sugerem que fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante.

Em nosso país, exceto em casos de estupro, ou quando a mãe corre risco de vida (aborto sentimental, moral ou piedoso; e aborto terapêutico, respectivamente), este ato é proibido por lei. Existe, entretanto, uma situação em que o aborto pode ser concedido legalmente, sendo relativo à gestação de feto com graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, como anencefalia; desde que haja o consentimento do pai, e atestado de pelo menos dois médicos.

Apesar da reconhecida ilegalidade de outras práticas além das citadas, é sabido que muitas mulheres recorrem ao aborto utilizando-se de métodos caseiros; ou mesmo por atendimento em clínicas clandestinas. Deste ato, um número considerável destas sofre complicações, como hemorragias, infecções, perfurações abdominais, podendo desencadear em infertilidade, ou mesmo óbito (é uma das maiores causas de mortalidade materna); sendo por isso reconhecido como um problema sério de saúde pública.

Discussões sobre essa temática são, geralmente, polêmicas, já que é um assunto complexo e delicado. Argumentos como a interrupção da vida de um ser inocente frente à irresponsabilidade de sua genitora de um lado, versus a integridade do filho e da própria mãe diante de uma maternidade não desejada, são sempre pontuados.

Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.


SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ SOFRENDO DA SÍNDROME DE BURNOUT ?? 



Síndrome de Burnout

O termo Burnout surgiu como uma metáfora para exprimir o sentimento de profissionais que trabalhavam diretamente com pacientes dependentes de substâncias químicas. Nos primeiros anos da década de 70, um estudo com profissionais ligados ao tratamento de usuários de drogas mostrou que, após alguns  meses de trabalho, esses profissionais compartilhavam alguns sintomas que já haviam sido observados e até estudados, mas de forma isolada.” (Freudenberger, 1974).

A Síndrome Burnout  é caracterizada por três dimensões:

         Exaustão Emocional (EE)
         Despersonalização (DE)
         reduzida  Realização Profissional (rRP)

SINTOMAS FÍSICOS

Fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, dores musculares ou osteomusculares, cefaléias, enxaquecas, perturbações gastrointestinais, imunodeficiência, transtornos cardiovasculares, distúrbios do sistema respiratório, disfunções sexuais, alterações menstruais nas mulheres.

SINTOMAS PSÍQUICOS

Falta de atenção, de concentração, alterações de memória, lentificação do pensamento, sentimento de alienação, sentimento de solidão, impaciência, sentimento de insuficiência, baixa auto-estima, labilidade emocional, dificuldade de auto-aceitação, astenia (falta de vigor), desânimo, disforia (mudanças repentinas de humor), depressão, desconfiança, paranóia.

SINTOMAS COMPORTAMENTAIS

Negligência ou excesso de escrúpulos, irritabilidade, incremento da agressividade, incapacidade para relaxar, dificuldade na aceitação de mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo de substâncias químicas, comportamento de alto risco e no limite, suicídio!

SINTOMAS DEFENSIVOS

Tendência ao isolamento, perda do interesse pelo trabalho (ou até pelo prazer), absenteísmo, ironia, cinismo.

Burnout  é descrito como uma cronificação do estresse quando as formas de enfrentamento não foram suficientes, e está relacionado ao mundo do trabalho. Lembre-se: Burnout  tem sempre um caráter negativo!

ESTRESSE
ü  REAÇÃO NATURAL A UMA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA;
ü  ESGOTAMENTO FÍSICO;
ü  HIPERSENSIBILIDADE;
ü  REDUÇÃO DA ENERGIA.
BURNOUT
ü  DESILUSÃO CAUSADA PELO EXCESSO DE SITUAÇÕES ESTRESSANTES;
ü  ESGOTAMENTO EMOCIONAL;
ü  FALTA DE SENSIBILIDADE;
ü  REDUÇÃO DA MOTIVAÇÃO.

Carta para Silas Malafaia - Perguntas que esperam respostas



O Texto foi enviado por um internauta que faz vários questionamentos ao Pastor.


'' Leia a carta e deixe seu Comentário '' 


Carta para Silas Malafaia: Pastor, me ajude! (Por Jordan Campos)

Prezado Silas Malafaia, notei que és um profundo conhecedor da bíblia e aplica as leis encontradas nela de forma justa e ao pé da letra. Não quero queimar no inferno, quero salvar minha alma, você poderia me ajudar então a ser um filho querido de Deus, sem pecados e tirar as minhas dúvidas abaixo?

O senhor disse, ao defender que os homossexuais queimarão no inferno com base na passagem do antigo testamento a seguir: (Levítico 20:13) “Se um homem usar com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma torpeza abominável, serão punidos de morte e sua morte recairá sobre eles”.
Eu sou heterossexual, e muito bem casado, estou livre desta parte, mas me preocupei com outras e com algumas obrigações contidas no mesmo Levíticos. Por favor, me ajude a esclarecer, senhor Silas, com sua habilidade e como psicólogo que é:

1. Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia como a bíblia recomenda a punição?

2. Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

3. Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso á minha esposa ? Eu tenho receio que ela se ofenda comigo.

4. Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Posso comprar alguns escravos então da Argentina e não do Chile que não faz fronteira com o Brasil? Me explica isso?

5. Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo ou contrato alguém para fazer a vontade de Deus?

6. Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos às vezes para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

7. A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer? Eu mato também? E o senhor faz a barba ou nasceu peladinho assim, bigode conta? me ajude!!

Espero urgentemente uma resposta Sr. Silas, e obrigado por me lembrar que a “palavra de Deus” é eternamente imutável e que as escrituras devem ser seguidas à risca sempre e à todo tempo.

domingo, 22 de junho de 2014

EXPERIÊNCIA RELIGIOSA E PROCESSO PSICOTERAPÊUTICO, por Madalena Araújo



"Deus continua preocupado com a necessidade humana e não com a perversidade humana, com o fracasso do destino humano mais do que com o fracasso do dever, não com o seu passado pecaminoso, mas com o potencial de redenção.
Se Deus confirma pacientes e terapeutas nessa condição humana, a teoria e prática psicológica cristãs devem se basear nisso. Os pacientes têm liberdade para ser o que são em  nome daquilo que podem vir a ser perante a face de Deus."

Livro: Graça de Deus e Saúde Humana



1.    A Contribuição das Comunidades e igrejas que promovem a saúde e semeam o Desenvolvimento do ser. 

“É de suma importância que diferenciemos o que é experiência religiosa autêntica do que é patologia psíquica. Então a adoração pode representar cura real e redentora. A espiritualidade pode ser libertação, e não escravatura. A vida pode ter o alívio da graça”.


-    Comunidades/Igrejas com modelos mais reais das lideranças - Homens que servem a Deus;

-    Equilíbrio entre o que é recomendado e o que é praticado - Congruência nas atitudes;

-    Incentivar e criar condições para o envolvimento das pessoas na Comunidade/Igreja - Servir uns aos outros;

-    A pratica da Oração e do Jejum como meio de melhoria da qualidade de vida - Compreensão de seus limites.


2.    Olhar Atento /Clinico - Discernimento Espiritual.

Patologias facilmente identificadas: Alienação Psicótica da realidade.

Problemas Mascarados:

Rigidez excessiva
Ansiedade Neurótica - não proporcional a ameaça.
Obsessão ou compulsividade quanto a rituais autodestrutivos
Culpa exagerada ou auto-estima diminuída
Depressão mascarada e raiva internalizada
Achatamento do afeto - muitas vezes acompanhado de compensação exagerada externada numa forma falsa de excitamento

Estes itens indicam patologias e não meras deficiências Espirituais, é preciso remover os obstáculos psicológicos para que a pessoa possa alcançar crescimento psico-espiritual.

Quando há compreensão de defasagem entre a vontade ou intenção e ação comportamental. As pessoas são capazes de ter uma avaliação sensata da situação, mas não conseguem agir de uma forma congruente com esta percepção.


3.    Aceitação Incondicional


“A maneira como Jesus lidava com as pessoas assegura-nos nosso valor e transforma a ansiedade em tranqüilidade pela dinâmica psicológica da  aceitação incondicional”.
Aceita-nos assim como somos, proporcionando-nos, portanto a liberdade psíquica de alcançarmos o que somos potencialmente em corpo, mente e psique. Sendo a humanidade o que é - esta é a única chance do homem ““.



-    Ambientes acolhedores e inspiradores.
O ambiente para receber a pessoa em sofrimento deve propiciar uma atmosfera de confiança, segurança e confiabilidade. Propiciar que a pessoa se sinta à vontade, que se sinta  segura, garantir a pessoa sigilo total.
O clima tem que ser confiante e encorajador ajudando a pessoa a relaxar e deixar que seus pensamentos e sentimentos aflorem.





-    Oração como meio para falar/conversar sobre  o que é dificil de expressar.

Num clima de liberdade de expressão a oração é o meio de comunicação e expressão da dor, a liberdade para falar sem se preocupar com coerência/lógica ou sentido do que está sendo falado. Saber que se está sendo ouvido e acolhido sem censura ou punição que o clima é de amor e misericórdia propicia o ganho de consciência das conseqüências de seus atos trazendo para si a responsabilidade de suas atitudes.


-    Silencio para ouvir a revelação da voz interior.

O silêncio para propiciar que o interior ouse aparecer, coragem para ouvir o que vem do intimo, dar vazão ao inaudito, tomar contato com as dores latentes que não queremos/podemos tomar consciência, coragem para reconhece-las, acolhe-las, misericórdia consigo mesmo, reconhecimento do seu estado de ser, identificar o que tem determinado suas atitudes, dar vazão à sombra ao desconhecido, acolher o que vier com muito amor. 

“É um fato da vida que comecemos a discernir, tão logo nos tornemos autoconscientes, de que todos somos capazes de sermos ao mesmo tempo majestosamente magnânimos e miseravelmente maus”.


-    O choro, o grito, o desespero, a ira, a raiva, a decepção, como catarse para aliviar o fardo e o sofrimento.
A livre expressão desses sentimentos leva a pessoa a tomar contato com a energia que eles retêm, propiciando experiências muitas vezes ameaçadoras - fazendo com que a pessoa recue - pois não tem consciência do poder contido/represado/sufocado/reprimido.
Á medida que a pessoa começa a ousar experimentar esses sentimentos e a força que eles contêm vai ganhando condição de compreende-los, reconhece-los e aceita-los, com sucessivas vivências  a pessoa passa a identificar essas energias e potencializa-las a seu favor.

4.    A Imagem de Deus como curativo para a alma

“Existem dois tipos de religião na história do homem: Aquelas que partem do pressuposto de que Deus está a nosso favor e aquelas que partem do pressuposto de que Deus está contra nós”.

As religiões do segundo tipo representam a escravidão psicológica que leva a um beco sem saída. As do primeiro tipo representam a liberdade de levar uma vida em aberto, numa busca criativa, onde cada risco - teológico, moral e espiritual - em última análise não é risco, pois a graça é maior que todos os nossos pecados.
 Romanos 8:31 “Se Deus é por nós quem será contra nós”.

A imagem de um Deus Amoroso, Misericordioso, Bondoso, Acolhedor, tem poder curativo, balsamo para as dores, tem poder restaurador, poder de esperança, poder de recomeçar em novas bases.


5.    Histórias bíblicas como referencias e modelos para meditação.

Jesus é a base pela qual podemos saber que a confissão e o perdão são realidades que nos transformam. Sem a cruz a disciplina da confissão serria apenas psicologicamente terapêutica.
Porém ela é muito mais.  Realiza uma mudança objetiva em nosso relacionamento com Deus e uma mudança subjetiva em nós. É um meio de curar e transformar a disposição interior.

A utilização das Escrituras como base para meditação e revelação do poder de Deus na vida das pessoas. Histórias de pessoas comuns que acreditaram, que desenvolveram a paciência, a misericórdia, a habilidade de lidar com o tempo e reconhecer o poder de Deus em suas vidas.

6.    Vivências de cura e libertação como incentivadoras no Processo de Continuidade.

À medida que as pessoas vão ganhando confiança e se permitindo vivenciar momentos de alívio e de libertação, reconhecem o poder de Deus em suas vidas e o processo de entrega ganha nova dimensão, permitindo a ação do Espírito Santo em suas vidas.
Os seres humanos são, incondicionalmente, e apesar de si mesmos, estimados por Deus. Deus tanto amou ao mundo, que o criou; fez os homens intrinsecamente à sua própria imagem, investiu todas as pessoas com dignidade inalienável e inviolável, atribuindo desde o principio a cadaum o status de compatriota de Deus.




7.    Novas Perspectivas dão suporte para aguentar firme e lidar com as descobertas e suas consequências.

O alivio pela graça
A afirmação do nosso Eu real
A aceitação incondicional da aceitação incondicional que Deus tem por nós.
A celebração da nossa libertação generalizada da necessidade de ansiedade sistêmica:
“Não temais eu sou o vosso Deus”
e situacional:
“Não andeis ansiosos por coisa alguma” “Não vos inquieteis com o dia de amanhã”

A possibilidade de recomeçar de novas bases construindo relacionamentos mais cristícos e saudáveis à medida do possível sustenta as pessoas nos momentos de dor e sofrimento, pois começa a existir um novo modelo de viver, pensar e sentir, com significados simbólicos especiais.






Bibliografia:

Graça de Deus e Saúde Humana
J.Harold Ellens
Ed. Sinodal

Curar também é tarefa da Igreja
Ricardo Zandrino

Conocete a ti mismo
Ricardo Zandrino

Celebração da Disciplina
Richard J. Foster
Ed.Betânia

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Madalena Borges Araújo é Psicóloga, membro do CPPC
em São Paulo

Psicologia e Religião: há algum problema?


28/02/2012 – Nota Pública do CFP de esclarecimento à sociedade e às(aos) psicólogas(os) sobre Psicologia e religiosidade no exercício profissional

Não existe oposição entre Psicologia e religiosidade, pelo contrário, a Psicologia é uma ciência que reconhece que a religiosidade e a fé estão presentes na cultura e participam na constituição da dimensão subjetiva de cada um de nós. A relação dos indivíduos com o “sagrado” pode ser analisada pela(o) psicóloga(o), nunca imposto por ela(e) às pessoas com as quais trabalha.
Assim, afirmamos o respeito às diferenças e às liberdades de expressão de todas as formas de religiosidade conforme garantidas na Constituição de 1988 e, justamente no intuito de valorizar a democracia e promover os direitos dos cidadãos à livre expressão da sua religiosidade, é que o Código de Ética Profissional da(o) Psicóloga(o) orienta que os serviços de Psicologia devem ser realizados com base em técnicas fundamentados na ciência psicológica, e não em preceitos religiosos ou quaisquer outros alheios a esta profissão:

Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:
c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional;

Se as(o) psicólogas(o) exercerem a profissão declarando suas crenças religiosas e as impondo ao seu público estarão desrespeitando e ferindo o direito constitucional de liberdade de consciência e de crença.
O Código de Ética Profissional das(o) Psicólogas(o) cita nos dois primeiros princípios fundamentais a necessidade de respeito à liberdade e a eliminação de quaisquer formas de discriminação, e no artigo 2º veda à(o) psicóloga(o) a indução não só de convicções religiosas, mas também de convicções filosóficas, morais, ideológicas e de orientação sexual, compreendendo a delicadeza e complexidade que o tema merece:

Princípios Fundamentais
I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Art. 2º – À(o) psicóloga(o) é vedado:
b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;
Esse Código de Ética em vigor foi construído a partir de múltiplos espaços de discussão sobre a ética da profissão, suas responsabilidades e compromissos com a promoção da cidadania. O processo ocorreu ao longo de três anos, em todo o país, com a participação direta das(os) psicólogas(os) e aberto à sociedade. Seu objetivo primordial é garantir que haja um mecanismo de proteção à sociedade e à profissão, no intuito de garantir o respeito às diferenças, aos direitos humanos e a afirmação dos princípios democráticos e constitucionais de um Estado laico.

A profissão de psicóloga(o) foi regulamentada no Brasil pela Lei nº 4.119/1962 e a Lei nº 5.766/1971 criou a autarquia dos Conselhos Federal e Regionais de Psicologia, destinados a orientar, a disciplinar e a fiscalizar o exercício da profissão de psicólogo e zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe. Entre as atribuições estabelecidas por essa lei ao Conselho Federal de Psicologia estão a de elaborar e aprovar o Código de Ética Profissional do Psicólogo e funcionar como tribunal superior de ética profissional, portanto atuar como instância de recurso aos processos julgados nos Conselhos Regionais.

Cumprindo seu papel previsto na Lei 5.766/1971 de zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe, os Conselhos Regionais de Psicologia recebem e apuram as denúncias que chegam sobre o exercício profissional de psicólogas(os). Do julgamento do plenário do Conselho Regional, cabe recurso ao plenário do Conselho Federal de Psicologia.

Qualquer cidadão pode oferecer denúncia contra o exercício profissional do(a) psicólogo(a), visto ser seu direito constitucional. Assim, as ações de orientação e fiscalização promovidas pelos conselhos profissionais no âmbito Regional são legítimas e não podem ser tomadas como perseguições ou cassações a qualquer direito. Todos os profissionais que exercem suas funções reconhecidas pelo Estado Democrático de Direito estão submetidos às legislações e Códigos de Ética dos seus respectivos Conselhos e, portanto, têm o dever de pautar sua atuação profissional nas legislações que disciplinam o exercício de sua profissão.

A Psicologia como ciência e profissão pertence à sociedade, tendo teorias, técnicas e metodologias pesquisadas, reconhecidas e validadas por instâncias oficiais do campo da pesquisa e da regulação pública que validam o conjunto de formulações do interesse da sociedade. Os princípios e conceitos que sustentam as práticas religiosas são de ordem pessoal e da esfera privada, e não estão regulamentadas como atribuições da Psicologia como ciência e profissão.

Finalizamos esse posicionamento declarando que o CFP iniciará uma série de atividades de debate sobre a relação entre Psicologia e religiosidade, com vistas a contribuir com o debate público da categoria e da sociedade frente a esse tema, objetivando explicitar que não somos contrários a que os profissionais tenham suas crenças religiosas, e sim que devemos zelar para que estes não utilizem suas crenças, de qualquer ordem, como ferramenta de atuação profissional.