Será que você já praticou ou sofreu Bullying ??
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O termo BULLYING abrange todos os atos de
violência (física ou não) que ocorrem de forma intencional e repetitiva
contra um ou mais alunos, impossibilitados de fazer frente às agressões
sofridas. Ana Beatriz Barbosa Silva
(2010)
Frequência – Violencia – Intencionalidade= Bullying. Ana Beatriz
•
Martins (2005) acrescenta
ao conceito de bullying como sendo uma intimidação entre pares ou
maus-tratos entre iguais.
Entre pares - Frequência – Violencia – Intencionalidade= Bullying.
Personágem do
Bullying;
- Vítima – agressor – espectadores. (quem
sofre, quem maltrata e quem assiste).
deficitária
(parcial ou total)
ESPECTADORES
DO BULLYING
ü
PASSIVOS = Assumem essa postura por medo absoluto de
se tornarem a próxima vítima.
ü
ATIVOS = Apesar de não participarem ativamente dos
ataques, manifestam “apoio moral” aos agressores, com risadas e palavras de
incentivo.
ü
NEUTROS = Por uma questão sociocultural (advindos
de lares desestruturados ou de comunidades em que a violência faz parte do
cotidiano), não demonstram sensibilidade pelas situações de bullying que
presenciam. São acometidos por uma “ANESTESIA EMOCIONAL”, em função do contexto
social.
CONSEQUÊNCIAS PSÍQUICAS E COMPORTAMENTAIS DO BULLYING
ü
SINTOMAS
PSICOSSOMÁTICOS (manifestação de diversos sintomas físicos. Cefaléia, cansaço crônico,
insônia, náuseas, dificuldade de concentração, diarréia, boca seca, sudorese,
sensação de nó na garganta, tensão muscular, desmaios, tremores...) => Estes
sintomas podem ser isolados ou não e causam elevados níveis de desconforto e
prejuízos nas atividades cotidianas do indivíduo.
ü
TRANSTORNO DO
PÂNICO (medo intenso e infundado, que parece surgir do nada, sem qualquer
aviso prévio. Trata-se de uma sensação de medo e ansiedade, acompanhada de uma
série de sintomas físicos) => Um ataque do pânico dura, em média, entre 20 a
40 minutos. Esse curto espaço do tempo é um dos momentos mais angustiantes que
um indivíduo pode vivenciar.
ü
FOBIA ESCOLAR (medo intenso de
frequentar a escola, ocasionando repetências por faltas, problemas de
aprendizagem e/ou evasão escolar. Geralmente, a pessoa não consegue permanecer
no ambiente onde as lembranças são traumatizantes)
ü
FOBIA SOCIAL OU
TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL – TAS (conhecida também por timidez patológica, a
pessoa sofre de ansiedade excessiva e persistente, com temor exacerbado de se
sentir os centros das atenções ou de estar sendo julgado ou avaliado
negativamente. A pessoa começa a evitar qualquer evento social)
ü
TRANSTORNO DE
ANSIEDADE GENERALIZADA – TAG (sensação de medo e insegurança persistente, que
não “larga do pé”. Preocupa-se com todas as situações ao seu redor, desde as
mais delicadas e importantes até as mais corriqueiras. Geralmente são pessoas
impacientes, que vivem com pressa, aceleradas, negativistas e que têm a
impressão constante de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento)
ü
DEPRESSÃO (doença que afeta
o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento. Os sintomas característicos
de uma depressão são: tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio,
culpa, inutilidade, desamparo, insônia ou excesso de sono, perda ou aumento do
apetite, desânimo, perda de interesse por atividades que anteriormente
despertavam prazer, idéias ou tentativas de suicídio)
ü
ANOREXIA E BULIMIA
ü
TRANSTORNO
OBSESSIVO-COMPULSIVO – TOC (Muito conhecido por “manias”. Caracteriza-se por
pensamentos sempre de natureza ruim, intrusivos e recorrentes (obsessões),
causando muita ansiedade e sofrimento. Na tentativa de “exorcizar” tais
pensamentos e de aliviar a própria ansiedade, o portador de TOC passa a adotar
comportamentos repetitivos (conhecidos como compulsões), de forma sistemática e
ritualizada. A pessoa torna-se prisioneira da própria mente, perde muito tempo
do seu dia cumprindo seus rituais)
ü
TRANSTORNO DO
ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO – TEPT (Caracteriza-se por idéias intrusivas e
recorrentes do evento traumático, com flashbacks (como se fosse um filme) e
lembranças de todo horror que os abateu. O TEPT pode levar a um quadro de
depressão, ao embotamento emocional (frieza com as pessoas queridas), à
sensação de vida abreviada, à perda de seus prazeres, afetando diretamente
todos os seus setores vitais. Este transtorno vem aumentando nos últimos
tempos, em função da violência e, conseqüentemente, a procura por consultórios
médicos e psicológicos também cresceu.
ü
ESQUIZOFRENIA (popularmente
conhecida como psicose ou loucura, é uma doença mental que faz com que o
indivíduo rompa com a barreira da realidade e passe a vivenciar um mundo
imaginário, paralelo. Caracteriza-se pela presença de delírio e/ou alucinação.
Pessoas suscetíveis a esquizofrenia ou psicoses podem iniciar o quadro quando
submetidas a uma forte pressão ambiental ou psicológica.
ü
SUICÍDIO E
HOMICÍDIO (ocorrem quando os jovens-alvo não conseguem mais suportar a coação dos
seus algozes. Em total desespero, essas vítimas lançam mão de atitudes extremas
como forma de aliviar seu sofrimento)
Artigo de revisão – Jornal de pediatria 2005
Fatores de risco
Fatores
econômicos, sociais e culturais, aspectos inatos de temperamento e influências
familiares, de amigos, da escola e da comunidade, constituem riscos para a
manifestação do bullying e causam impacto na saúde e desenvolvimento
de crianças e
adolescentes 9,21.
O bullying é mais
prevalente entre alunos com idades entre 11 e 13 anos, sendo menos freqüente na
educação infantil e ensino médio14,17,26.
Classificação
O bullying é
classificado como direto, quando as vítimas são atacadas diretamente, ou
indireto, quando estão ausentes.
São considerados bullying direto os apelidos, agressões
físicas, ameaças, roubos, ofensas verbais ou expressões e gestos que geram mal
estar aos alvos. São atos
utilizados com uma
freqüência quatro vezes maior entre osmeninos.
O bullying indireto compreende
atitudes de indiferença, isolamento, difamação e negação aos desejos, sendo
mais adotados pelas meninas3,11,19-21.
Alvos/autores de bullying
Aproximadamente 20% dos alunos autores também sofrem bullying, sendo denominados alvos/autores.
A combinação da baixa auto-estima e atitudes agressivas e provocativas é
indicativa de uma criança ou adolescente que tem,como razão para a prática de bullying, prováveis alterações
psicológicas, devendo merecer atenção especial. Podem ser depressivos,
inseguros e inoportunos, procurando humilhar os colegas para encobrir suas
limitações. Diferenciam-se dos alvos típicos por serem impopulares e pelo alto
índice de rejeição entre seus colegas e, por vezes, pela turma toda11,17,21.
Sintomas depressivos, pensamentos suicidas e distúrbios psiquiátricos são mais freqüentes
nesse grupo40,41.
O papel do pediatra
Os efeitos do bullying são raramente evidentes, sendo pouco provável que a criança ou
adolescente procure o pediatra com a clara compreensão de ser ele autor ou alvo
de bullying. No entanto, é
possível identificar os pacientes de risco, aconselhar as famílias, rastrear
possíveis altera-ções psiquiátricas e incentivar a implantação de programas anti-bullying nas escolas17.
Medidas preventivas
Avaliar o bom desempenho dos estudantes pelas notas dos testes e
cumprimento das tarefas não é suficiente.Perceber e monitorar as habilidades ou
possíveis dificuldades que possam ter os jovens em seu convívio social com os
colegas passa a ser atitude obrigatória daqueles que assumiram
a responsabilidade pela educação, saúde e segurança de seus alunos,
pacientes e filhos.
Conclusão
As conseqüências geradas pelo bullying são tão graves que crianças norte-americanas, com idades entre 8 e
15 anos, identificam esse tipo de violência como um problema maior que o
racismo e as pressões para fazer sexo ou consumir álcool e drogas 47.
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