quinta-feira, 3 de julho de 2014


Será que você já praticou ou sofreu Bullying ?? 

         O termo BULLYING abrange todos os atos de violência (física ou não) que ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos, impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Ana Beatriz Barbosa Silva (2010)

Frequência – Violencia – Intencionalidade= Bullying. Ana Beatriz

         Martins (2005) acrescenta ao conceito de bullying como sendo uma intimidação entre pares ou maus-tratos entre iguais.

 Entre pares - Frequência – Violencia – Intencionalidade= Bullying.

Personágem do Bullying;

  • Vítima – agressor – espectadores. (quem sofre, quem maltrata e quem assiste).
deficitária (parcial ou total)

ESPECTADORES DO BULLYING

ü  PASSIVOS = Assumem essa postura por medo absoluto de se tornarem a próxima vítima.
ü  ATIVOS = Apesar de não participarem ativamente dos ataques, manifestam “apoio moral” aos agressores, com risadas e palavras de incentivo.
ü  NEUTROS = Por uma questão sociocultural (advindos de lares desestruturados ou de comunidades em que a violência faz parte do cotidiano), não demonstram sensibilidade pelas situações de bullying que presenciam. São acometidos por uma “ANESTESIA EMOCIONAL”, em função do contexto social.

CONSEQUÊNCIAS PSÍQUICAS E COMPORTAMENTAIS DO BULLYING

ü  SINTOMAS PSICOSSOMÁTICOS (manifestação de diversos sintomas físicos. Cefaléia, cansaço crônico, insônia, náuseas, dificuldade de concentração, diarréia, boca seca, sudorese, sensação de nó na garganta, tensão muscular, desmaios, tremores...) => Estes sintomas podem ser isolados ou não e causam elevados níveis de desconforto e prejuízos nas atividades cotidianas do indivíduo.

ü  TRANSTORNO DO PÂNICO (medo intenso e infundado, que parece surgir do nada, sem qualquer aviso prévio. Trata-se de uma sensação de medo e ansiedade, acompanhada de uma série de sintomas físicos) => Um ataque do pânico dura, em média, entre 20 a 40 minutos. Esse curto espaço do tempo é um dos momentos mais angustiantes que um indivíduo pode vivenciar.

ü  FOBIA ESCOLAR (medo intenso de frequentar a escola, ocasionando repetências por faltas, problemas de aprendizagem e/ou evasão escolar. Geralmente, a pessoa não consegue permanecer no ambiente onde as lembranças são traumatizantes)
ü  FOBIA SOCIAL OU TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL – TAS (conhecida também por timidez patológica, a pessoa sofre de ansiedade excessiva e persistente, com temor exacerbado de se sentir os centros das atenções ou de estar sendo julgado ou avaliado negativamente. A pessoa começa a evitar qualquer evento social)

ü  TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA – TAG (sensação de medo e insegurança persistente, que não “larga do pé”. Preocupa-se com todas as situações ao seu redor, desde as mais delicadas e importantes até as mais corriqueiras. Geralmente são pessoas impacientes, que vivem com pressa, aceleradas, negativistas e que têm a impressão constante de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento)

ü  DEPRESSÃO (doença que afeta o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento. Os sintomas característicos de uma depressão são: tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio, culpa, inutilidade, desamparo, insônia ou excesso de sono, perda ou aumento do apetite, desânimo, perda de interesse por atividades que anteriormente despertavam prazer, idéias ou tentativas de suicídio)

ü  ANOREXIA E BULIMIA
ü  TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO – TOC (Muito conhecido por “manias”. Caracteriza-se por pensamentos sempre de natureza ruim, intrusivos e recorrentes (obsessões), causando muita ansiedade e sofrimento. Na tentativa de “exorcizar” tais pensamentos e de aliviar a própria ansiedade, o portador de TOC passa a adotar comportamentos repetitivos (conhecidos como compulsões), de forma sistemática e ritualizada. A pessoa torna-se prisioneira da própria mente, perde muito tempo do seu dia cumprindo seus rituais)

ü  TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO – TEPT (Caracteriza-se por idéias intrusivas e recorrentes do evento traumático, com flashbacks (como se fosse um filme) e lembranças de todo horror que os abateu. O TEPT pode levar a um quadro de depressão, ao embotamento emocional (frieza com as pessoas queridas), à sensação de vida abreviada, à perda de seus prazeres, afetando diretamente todos os seus setores vitais. Este transtorno vem aumentando nos últimos tempos, em função da violência e, conseqüentemente, a procura por consultórios médicos e psicológicos também cresceu.


ü  ESQUIZOFRENIA (popularmente conhecida como psicose ou loucura, é uma doença mental que faz com que o indivíduo rompa com a barreira da realidade e passe a vivenciar um mundo imaginário, paralelo. Caracteriza-se pela presença de delírio e/ou alucinação. Pessoas suscetíveis a esquizofrenia ou psicoses podem iniciar o quadro quando submetidas a uma forte pressão ambiental ou psicológica.

ü  SUICÍDIO E HOMICÍDIO (ocorrem quando os jovens-alvo não conseguem mais suportar a coação dos seus algozes. Em total desespero, essas vítimas lançam mão de atitudes extremas como forma de aliviar seu sofrimento)

Artigo de revisão – Jornal de pediatria 2005

Fatores de risco

Fatores econômicos, sociais e culturais, aspectos inatos de temperamento e influências familiares, de amigos, da escola e da comunidade, constituem riscos para a manifestação do bullying e causam impacto na saúde e desenvolvimento
de crianças e adolescentes 9,21.

O bullying é mais prevalente entre alunos com idades entre 11 e 13 anos, sendo menos freqüente na educação infantil e ensino médio14,17,26.

Classificação

O bullying é classificado como direto, quando as vítimas são atacadas diretamente, ou indireto, quando estão ausentes.

São considerados bullying direto os apelidos, agressões físicas, ameaças, roubos, ofensas verbais ou expressões e gestos que geram mal estar aos alvos. São atos
utilizados com uma freqüência quatro vezes maior entre osmeninos.

O bullying indireto compreende atitudes de indiferença, isolamento, difamação e negação aos desejos, sendo mais adotados pelas meninas3,11,19-21.

Alvos/autores de bullying

Aproximadamente 20% dos alunos autores também sofrem bullying, sendo denominados alvos/autores. A combinação da baixa auto-estima e atitudes agressivas e provocativas é indicativa de uma criança ou adolescente que tem,como razão para a prática de bullying, prováveis alterações psicológicas, devendo merecer atenção especial. Podem ser depressivos, inseguros e inoportunos, procurando humilhar os colegas para encobrir suas limitações. Diferenciam-se dos alvos típicos por serem impopulares e pelo alto índice de rejeição entre seus colegas e, por vezes, pela turma toda11,17,21. Sintomas depressivos, pensamentos suicidas e distúrbios psiquiátricos são mais freqüentes nesse grupo40,41.

O papel do pediatra

Os efeitos do bullying são raramente evidentes, sendo pouco provável que a criança ou adolescente procure o pediatra com a clara compreensão de ser ele autor ou alvo
de bullying. No entanto, é possível identificar os pacientes de risco, aconselhar as famílias, rastrear possíveis altera-ções psiquiátricas e incentivar a implantação de programas anti-bullying nas escolas17.

Medidas preventivas

Avaliar o bom desempenho dos estudantes pelas notas dos testes e cumprimento das tarefas não é suficiente.Perceber e monitorar as habilidades ou possíveis dificuldades que possam ter os jovens em seu convívio social com os
colegas passa a ser atitude obrigatória daqueles que assumiram 
a responsabilidade pela educação, saúde e segurança de seus alunos, pacientes e filhos.

Conclusão

As conseqüências geradas pelo bullying são tão graves que crianças norte-americanas, com idades entre 8 e 15 anos, identificam esse tipo de violência como um problema maior que o racismo e as pressões para fazer sexo ou consumir álcool e drogas 47.

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