A
Orientação Profissional Vocacional – OPV é um conjunto de práticas destinadas
ao esclarecimento da problemática vocacional. Trata-se de um trabalho
preventivo cujo objetivo consiste em providenciar os elementos necessários para
possibilitar a melhor situação de escolha para cada sujeito.
A
OPV como prática voltada para o estudante que buscam a universidade, está
consolidada na sociedade brasileira. Percebemos isso, devido ao grande
crescimento e amplitude de profissões e trabalhos, que geram certos conflitos e
inseguranças nas tomadas de decisões em relação à qual profissão escolher e
qual carreira seguir, tendo em vista os valores financeiros, promissórios e
sociais.
Para
tanto, segue abaixo uma técnica bem interessante que pode ser usada em uma
entrevista de OPV:
A TÉCNICA DOS BOMBONS
RESUMO
A
técnica dos bombons é uma excelente abordagem do fenômeno da escolha com a
vantagem de seu formato lúdico.
MATERIAL UTILIZADO PARA APLICAÇÃO
O
material é apenas uma caixa de bombons sortidos e bem conhecidos pela população
local.
COMO É REALIZADO APLICAÇÃO DA DINÂMICA
Foi
constatado, na prática, que essa é uma técnica bem indicada para grupos médios
(8 a 10 sujeitos), bem como para grandes grupos de (20 sujeitos ou mais), que
se reúnem com a finalidade de refletir acerca de como se processa o fenômeno da
escolha profissional.
1. Quando estou com um grupo pequeno de
pessoas (em torno de 8 pessoas) retiro previamente alguns bombons da caixa,
deixando-a com, pelo menos um bombom a menos que do que o número de
participantes. É sempre interessante deixar bombons a menos, independentemente
do tamanho do grupo, porque representarão a “falta de vagas para todas
universidades”.
2. Em seguida transite entre os
participantes de forma aleatória.
3. Abro a caixa de bombom e digo que
iniciaremos com um momento no qual cada um retirará um bombom, para depois
conversamos. Peço que ninguém coma (ainda) seu bombom!
4. Depois que todos os bombons foram
retirados, é interessante observar que os últimos que conseguiram algum bombom
pegaram simplesmente, aqueles que sobraram.
5. Em geral esses que sobraram são
bombons desconhecidos pela maioria. Caso isso ocorra é interessante comentar
sobre a resistências que as pessoas tem sobre o desconhecido e como, em geral
existe uma busca bem maior pelos cursos tradicionais do que pelos cursos novos,
recém introduzidos no mercado.
6. Aproveito o momento para dizer que não
estarei interpretando a escolha especifica e a forma de cada um, em geral,
escolhem. Digo que a forma como cada um escolheu agora representa as várias
formas possíveis de escolha, sem particularizar a interpretação. Nós
procuraremos aqui relacionar tudo que for possível com a escolha da profissão!
ANÁLISE E DEVOLUÇÃO
Nesse
momento, passo a perguntar para cada um o motivo pelo qual pegou justamente
aquele bombom. Fazemos isso em círculo e em voz alta, de forma que todos possam
se ver e ouvir.
Em
geral, as pessoas recebem de forma positiva as associações feitas pelo
orientador e os colegas entre a forma de escolha do bombom e a forma de escolha
profissional, sorriem e fazem pequenos comentários ou balançam afirmativamente
a cabeça.
Referências
LEVENFUS,
Rosane Schotgues. Orientação Vocacional e de Carreira em contextos Clínicos e
Educativos. Porto Alegre, Artmed, 2015 Cap 17, pp 239 a 245.
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