quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Síntese do livro Psicologias Ana Mercês Bahia Bock



A Psicologia ou as Psicologias 
Quantas vezes no nosso dia-a-dia, ouvimos dizer o termo psicologia? Qualquer um entende um pouco dela. Usamos o termo psicologia em vários sentidos. Por exemplo, do poder de persuasão do vendedor, ‘’psicologia’’, conselho de amigo ‘’psicologia’’. Será essa a psicologia dos psicólogos? Certamente não. Essa psicologia e denominada psicologia do senso comum.

Existe um domínio de vida que pode ser entendido como vida por excelência: é a vida do cotidiano
(conhecimento científico), onde tudo acontece que sentimos vivo e também a realidade. Já a ciência é uma atividade eminente reflexiva que procura compreender, elucidar e alterar esse cotidiano, com seu estudo sistemático. A ciência abstrai a realidade para compreendê-la melhor, o que permite a construção do conhecimento cientifico sobre o real. Mesmo não dispondo de instrumentos, sabemos avaliar a distância e velocidade de um veículo quando atravessamos a rua. Sem esse conhecimento intuitivo, espontânea, de tentativas e erros, a nossa vida no dia-a-dia seria muito complicada.

A visão do mundo é determinada pelo lugar onde o sujeito está inserido na sociedade, pela sua posição histórica – social – ideologia.

Somente esse tipo de conhecimento, porém não seria suficiente para as exigências de desenvolvimento da humanidade. Os gregos já dominavam complicados cálculos matemáticos. Com o tempo esse tipo de conhecimento foi crescendo permitindo o homem atingir a lua. Esse conhecimento chamamos de ciência.

Mas o senso comum e a ciência não são as únicas formas de conhecimento humano. Povos antigos preocupavam com suas origem e suas existência humana. As especulações em torno desse tema formaram um corpo de conhecimento denominado filosofia (existência humana), Religião (origem do homem,mistérios e princípios morais), Arte (Sensibilidade impressa no mundo, pintura...), Ciência (conjunto de conhecimento de fatos) e senso comum (tudo aquilo que aprendemos e que iremos aprender ao longo da vida).

A ciência tem ainda uma característica fundamental: ela aspira à objetividade. As características que atribuímos ao conhecimento científico são: Objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicas, processos cumulativos do conhecimento e objetividade.

Objeto de estudo da psicologia

Se dermos a palavra para um psicólogo comportamentalista, ele dirá que o objeto e o comportamento, o psicólogo psicanalista dirá que é o inconsciente. Outros dirão consciência humana, e ainda a personalidade. Essa diversidade e explicada pelo fato deste campo do conhecimento ser muito recente (final do século XIX). 
A psicologia colabora com o estudo da subjetividade: é essa a sua forma particular , específica de contribuição para a compreensão da totalidade da vida humana.

Nossa matéria - prima portanto é o homem em toda as suas expressões, as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genérica (porque somos todos assim) – é o homem-corpo, pensamento, afeto, ação  e tudo o que está sintetizado no termo ‘’subjetividade’’.

A subjetividade e a síntese singular e individual que cada um de nós constrói conforme vai vivenciando as experiências da vida social cultural. É construída internamente a partir dos estímulos e vivencias externas, enfim a subjetividade é a maneira de sentir, amar, pensar, fantasiar, sonhar e fazer de cada um. A subjetividade não é inata ( que nasce com a pessoa), porque ela precisa da vivencia do mundo externo para ser construída. E essa construção é feita aos poucos, enquanto o individuo modifica o mundo exterior constrói sua subjetividade (em seu interior). Portanto não poderia ser inata ao homem.

O movimento e a transformação são os elementos básico de toda essa historia.

A Psicologia e o Misticismo

A psicologia, como área da ciência, vem desenvolvendo na historia desde 1875, quando Wilhelm Wundt (1832-1926) criou o primeiro Laboratório de Experimentos em Psicofisiologia, em Leipzig, na Alemanha.

Não se deve misturar psicologia com práticas adivinhatórias ou místicas que estão baseados opostos ao da Psicologia, porque elas têm como objeto a alma do individuo e não o ‘’homem em sua totalidade.

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