terça-feira, 22 de março de 2022

Nem tudo o que colhemos foi o que plantamos, mas sim o que deixamos de plantar.

 Você já se sentiu injustiçado pelos problemas da sua vida ? Pensamentos do tipo: “ O que eu fiz para merecer isso “  “ Eu devo ter jogado pedra na cruz “. São diversos os questionamentos que nos cercam nos momentos difíceis, levando-nos a um lugar de sofrimento, dor e revolta. Neste texto trago uma reflexão para tentarmos entender o porquê colhemos coisas ruins que não plantamos. Vamos lá ?


Imagine um pomar vazio com longa vista, pronto para ser utilizado com variadas plantações. No entanto se este não for aproveitado, crescerá bastante capim por toda a parte, dominando todo o espaço de plantio, que traria a necessidade de ser capinado, colhido e dispensado, sem nenhum lucro.


Nesta reflexão podemos pensar a vida como um pomar, cheio de oportunidades a ser plantadas, que no futuro trará mantimentos, prosperidade e estabilidade. Porém se não soubermos aproveitá-lo, crescerá nele os problemas, pois estes não precisam ser plantados para colhermos, basta deixarmos de plantar coisas boas e produtivas que ele aparece no lugar delas carregado de desgaste físico e mental, traumas e indignação. 


Não deixe os problemas crescerem no lugar onde seriam suas conquistas, realizações e felicidade. Se sua vida está cheia de “capim” comece a eliminá-los e aproveitar o pomar para novas plantações de sementes que trarão frutos positivos e sustentáveis. 



Filipe Botelho da Costa

Psicólogo e Terapeuta Cognitivo Comportamental


#saude_mental

#Inteligencia_emocional

#terapia_cognitivo_comportamental

sexta-feira, 5 de julho de 2019

"Aqui Agora"

Pense...

Estamos vivendo a era dos transtornos psicológicos - crise de ansiedade, baixa autoestima, depressão, hiperatividade dentre outros que em alguns casos podem levar ao suicídio. São vários os fatores que contribuem para o desencadeamento desses transtornos, tais como: avanço da tecnologia, padrões sociais, busca pela superioridade, perdas, etc.

Todo o avanço tecnológico que possibilita a interconectividade em tempo integral pode trazer satisfação já que podemos nos comunicar, nos mostrar, compartilhar sentimentos, emoções, vivencias o tempo todo com quem está perto ou longe de nós, mas pode ser um dos contribuintes para os transtornos psicológicos, isso não significa que devemos parar de seguir as tendências contemporâneas, mas é um indicador de que precisamos termos um olhar cauteloso sobre os nossos pensamentos a respeito do mundo moderno e como estamos lidando com suas pressões.

Vivemos em uma sociedade em que o "TER" é mais importante do que o "SER", por isso, padrões são impostos a todo momento, tais como: A beleza, o carro ideal, e por ai vai. É importante termos o senso crítico sobre tais modelos sociais, para sermos levados ao mundo dos alienados, vivendo para o outro (ou para a sociedade) ao invés de viver para si mesmo, e isso é um grande aliado ao desenvolvimento das frustrações, sentimentos de impotência e depressão, uma vez que os desejos realizados são para a sociedade (outro) e não para si mesmo.

Segundo o psicanalista Sigmund Freud "O homem é um ser de falta", ou seja, sempre faltará algo para nos satisfazer, o desejo é constante e precisamos lidar com ele de uma forma saudável para não cairmos na ilusão de plenitude. Ter o entendimento que sempre faltará algo ajuda a não nos avaliarmos como fracassados.


Mas afinal, e o "Aqui Agora" ?

É o que precisa ser pensado, ser valorizado, reconhecido, amado e vivido. As dificuldades, os padrões impostos, os enfrentamentos diários nos fazem esquecer de viver o presente de valorizar os momentos que realmente são importante para nós  e esquecemos de quem está ao nosso lado a todo momento. Enfim, precisamos viver os frutos bons do passado, perdoar os ruins, valorizar o "Aqui Agora" e entendermos que o futuro é resultado do presente, ou seja, o segredo está no "Aqui Agora'.


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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Políticas Públicas a favor das Mulheres

QUESTÕES PARA DISCUTIRMOS

Quais são os tipos de violência contra a mulher e quem são os agressores?

Segundo a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida com Lei Maria da Penha, os tipos de violência contra a mulher descritas no artigo 70 são: Violência física, que causa danos no corpo da mulher. Violência Psicológica, que causa dano emocional, levando a mulher a uma baixa autoestima.  Violência Sexual, que força a mulher a práticas sexuais não autorizadas pela vítima. Violência Patrimonial, quando o agressor destrói ou tome para si objetos da mulher e Violência Moral, que é as calúnias e difamações que o agressor faz contra a mulher colocando-a em estado vergonhoso.
Os agressores em grande parte são os familiares mais próximos, tais como, marido, pai, irmão, padrastos também ex-marido ex-namorado.  São pessoas que estabelece ou estabeleceram vinculo afetivo com a vitima.

Analisando a existência da violência contra a mulher, por que a mesma vem sendo debatida e combatida por diferentes setores sociais e por meio de políticas públicas? Por que essa temática demanda maior informações e esclarecimentos por parte dos cidadãos brasileiros?

A violência contra a mulher vem ganhando mais forças, devido ao aumento da demanda e de denuncia, e procura por parte das vitimas em busca de atendimentos especializados, despertando assim, a necessidades de criação de políticas públicas e apoio dos setores especializados para tratarem deste tipo de violência. Embora já tenha leis que garante a segurança da mulher e puni o agressor, observamos um déficit no que se refere a conscientização, referente ao risco que grande partes das mulher vitimas estão correndo, pois muitas mulheres que sofrem violência, na maioria das vezes, não buscam ajuda com medo de perde o marido, as que “depende” e tem filhos medo de passar fome e etc. Com isso, percebemos que há uma certe carência em transmitir essa conscientização, para despertar nas vitimas o empoderamento e autonomia de se libertar dos abusos e agressões e fazer prevalecer sua integridade e dignidade moral e física.

No Brasil , qual é a legislação mais relevante no combate contra a violência contra a mulher?  Qual é a previsão legal para garantir justiça e segurança para a mulher vítima de violência?

A legislação mais relevante é a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida com Lei Maria da Penha.

Ao receber a denúncia a justiça já determina medida protetiva para mulher, proibindo o agressor de chegar perto da vitima, obrigando a sair do lar de convívio, e se caso desobedeça à medida pode ser preso além de ser obrigado a pagar multa.

OBRIGADO!!!



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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Resenha das Abordagens Psicológicas



BEHAVIORISMO – Ciência do Comportamento
O Behaviorismo tem seu inicio marcado com o lançamento de Jon Watson em 1913 do manifesto behaviorista Watson (1878-1958).

Behaviorismo radical (Skinner): Designa uma filosofia da Ciência do Comportamento por meio da análise do comportamento ( comportamento operante).

  Behaviorismo metodológico (Watson): Designa um método de ciência, apenas os comportamentos observáveis são passíveis de serem analisados

Comportamento operante: O homem age ou opera sobre o mundo em função das conseqüências criadas por sua ação.

Reforço Positivo: é todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz; o RP cabe a estímulos desejáveis (saciar a sede).

Reforço Negativo: é todo evento que aumenta a probabilidade de futura resposta que o remove ou atenua; o RN cabe a estímulos indesejáveis (dirigir alcoolizado).

Esquiva: estímulos aversivos condicionados separados por intervalo de tempo apreciável; o indivíduo se prevê e diminui efeitos indesejáveis, ex.: som do dentista.

Extinção: A resposta deixa subitamente de ser reforçada, ex: paquera não correspondida.

Punição: quando há apresentação de um estímulo aversivo ou remoção de um reforçador  positivo presente, ex.: no trânsito.

Discriminação: normas e regras sociais que resultam em determinada resposta de comportamento, ex.: conduta em festas.

Generalização: respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes,  ex.: aprendizagem escolar em diversas linhas de conhecimento ( trasferir-lo)

COGNITIVISMO - Analisa o indivíduo como um ser funcional

Sir Jean William Fritz Piaget : foi um epistemólogo suíço, considerado o um dos mais importantes pensadores do século XX. ( 9/8/1896 a 16/9/1980).

Lev Semenovitch Vygotsky: foi um cientista bielo-russo. Pensador importante em sua área e época, foi pioneiro no conceito de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida.(17/11/1896 a 11/6/1934).

As diferenças entre Piaget e Vygotsky: é que ambos são cognitivistas/interacionistas e suas teorias se assemelham em muitos pontos. 

Para Vigotsky o ponto fundamental da teoria de Piaget é o uso que a acriança dá para a linguagem, a qual pode ser dividida em fala egocêntrica e fala socializada. Ambos os autores descrevem que na fala egocêntrica a criança não tenta se comunicar, pois, o que ela simplesmente faz é um comentário em voz alta do que está fazendo. Entretanto, eles discordam com relação à função da fala egocêntrica no comportamento da criança, pois, para Piaget, a fala egocêntrica não cumpre nenhuma função verdadeiramente útil; já Vigotsky, acredita que a fala egocêntrica assume um papel definido e importante.

O cognitivismo enfatiza exatamente aquilo que é ignorado pela visão behaviorista: a cognição, o ato de conhecer, ou seja, como o ser humano conhece o mundo. Os cognitivistas também investigam os processos mentais do ser humano de forma científica, tais como a percepção, o processamento de informação e a compreensão.
 
PSICANÁLISE

Assim, é preciso, antes de qualquer coisa, esclarecer o significado dessa expressão. O que é psicanálise? Em primeiro lugar, uma teoria que pretende explicar o funcionamento da mente humana. Além disso, a partir dessa explicação, ela se transforma num método de tratamento de diversos transtornos mentais.

São dois os fundamentos da teoria psicanalítica: 1) Os processos psíquicos são em sua imensa maioria inconscientes, a consciência não é mais do que uma fração de nossa vida psíquica total; 2) os processos psíquicos inconscientes são dominados por nossas tendências sexuais.

SEXO E LIBIDO

Nesse sentido, Freud buscou explicar a vida humana (pessoal e individual, mas também pública e social) recorrendo a essas tendências sexuais a que chamou de libido. Com esse termo, o pai da psicanálise designou a energia sexual de maneira mais geral e indeterminada. Assim, por exemplo, em suas primeiras manifestações, a libido liga-se a outras funções vitais: no bebê que mama, o ato de sugar o seio materno provoca outro prazer além do de obter alimento e esse prazer passa a ser buscado por si mesmo.

Posto isso, a psicanálise compreende as grandes manifestações da psique como um conflito entre as tendências sexuais ou libido e as fórmulas morais e limitações sociais impostas ao indivíduo. Esses conflitos geram os sonhos, que seriam, segundo a interpretação freudiana, as expressões deformadas ou simbólicas de desejos reprimidos.

TRANSFERÊNCIA E SUBLIMAÇÃO

A psicanálise, que se faz através da conversação, trata as doenças mentais a partir da interpretação desses fenômenos, levando o paciente a identificar as origens de seu problema, o que pode ser o primeiro passo para a cura. Um dos fenômenos que ocorrem durante a terapia psicanalítica é a transferência dos sentimentos (amor ou ódio) do paciente para o seu analista.
Outro conceito agregando à teoria por seu próprio criador foi o de sublimação, que compreende a transferência da libido para outros objetos de natureza não sexual, gerando fenômenos como a arte ou a religião.

ID, EGO E SUPEREGO

Em 1923, no livro "O Ego e o Id", Freud expôs uma divisão da mente humana em três partes: 1) o ego que se identifica à nossa consciência; 2) o superego, que seria a nossa consciência moral, ou seja, os princípios sociais e as proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de forma inconsciente a vida inteira; 3) o id, isto é, os impulsos múltiplos da libido, dirigidos sempre para o prazer. (Os três termos alemães empregados por Freud, em sua língua materna, eram "Ich", "Es" e "Überich", que se traduzem também por eu, isso e supereu.)

HUMANISMO

A Psicologia Humanista surgiu na década de 50 e ganhou força nos anos 60 e 70, como uma reação às idéias de análise apenas do comportamento, defendida pelo Behaviorismo e do enfoque no inconsciente e seu determinismo, defendido pela Psicanálise.

A grande divergência com o Behaviorismo é que o Humanismo não aceita a idéia do ser humano como máquina ou animal, sujeitos aos processos de condicionamento. Já em relação à Psicanálise, a reação foi à ênfase dada no inconsciente, nas questões biológicas e eventos passados, nas neuroses, psicoses e na divisão do seu humano em compartimentos.

De forte influência existencial e fenomenológica, a Psicologia Humanista busca conhecer o ser humano, tentando humanizar seu aparelho psíquico, contrariando assim, a visão do homem como um ser condicionado pelo mundo externo. No existencialismo, o ser humano é visto como ponto de partida dos processos de reflexão e na fenomenologia, esse ser humano tem consciência do mundo que o cerca, dos fenômenos e da sua experiência consciente.

A realidade, para a Psicologia Humanista, deve ser exposta à temporalidade, deve ser fluída e não estática, permitindo que ao indivíduo a perspectiva de sua totalidade, desmistificando a idéia de uma realidade pura, confrontando-a com outras realidades. A integração entre o indivíduo e o mundo, permite que ele sinta a realidade presente, libertando-se das exigências do passado e do futuro.

Um dos principais teóricos da Psicologia Humanista foi Abraham Maslow (1908-1970), americano, considerado o pai espiritual do movimento humanista, acreditava na tendência individual da pessoa para se tornar auto-realizadora, sendo este o nível mais alto da existência humana. Maslow criou uma escala de necessidades a serem satisfeitas e, a cada conquista, nova necessidade se apresentava. Isso faria com que o indivíduo fosse buscando sua auto-realização, pelas sucessivas necessidades satisfeitas.

Outro grande teórico da Psicologia Humanista foi Carl Rogers (1902-1987), americano, que baseou seu trabalho no indivíduo. Sua visão humanista surgiu através do tratamento de pessoas emocionalmente perturbadas. Ele trabalhou com um conceito semelhante ao de Maslow, a que deu o nome de tendência atualizante, que é a tendência inata de cada pessoa atualizar suas capacidades e potenciais. Para ele, a capacidade do indivíduo de modificar consciente e racionalmente seus pensamentos e comportamentos, fornece a base para a formação de sua personalidade.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Orientação Profissional/Vocacional




A Orientação Profissional Vocacional – OPV é um conjunto de práticas destinadas ao esclarecimento da problemática vocacional. Trata-se de um trabalho preventivo cujo objetivo consiste em providenciar os elementos necessários para possibilitar a melhor situação de escolha para cada sujeito.

A OPV como prática voltada para o estudante que buscam a universidade, está consolidada na sociedade brasileira. Percebemos isso, devido ao grande crescimento e amplitude de profissões e trabalhos, que geram certos conflitos e inseguranças nas tomadas de decisões em relação à qual profissão escolher e qual carreira seguir, tendo em vista os valores financeiros, promissórios e sociais.
Para tanto, segue abaixo uma técnica bem interessante que pode ser usada em uma entrevista de OPV:

A TÉCNICA DOS BOMBONS

RESUMO

A técnica dos bombons é uma excelente abordagem do fenômeno da escolha com a vantagem de seu formato lúdico.

MATERIAL UTILIZADO PARA APLICAÇÃO

O material é apenas uma caixa de bombons sortidos e bem conhecidos pela população local.

COMO É REALIZADO APLICAÇÃO DA DINÂMICA

Foi constatado, na prática, que essa é uma técnica bem indicada para grupos médios (8 a 10 sujeitos), bem como para grandes grupos de (20 sujeitos ou mais), que se reúnem com a finalidade de refletir acerca de como se processa o fenômeno da escolha profissional.

1.  Quando estou com um grupo pequeno de pessoas (em torno de 8 pessoas) retiro previamente alguns bombons da caixa, deixando-a com, pelo menos um bombom a menos que do que o número de participantes. É sempre interessante deixar bombons a menos, independentemente do tamanho do grupo, porque representarão a “falta de vagas para todas universidades”.

2.    Em seguida transite entre os participantes de forma aleatória. 

3.    Abro a caixa de bombom e digo que iniciaremos com um momento no qual cada um retirará um bombom, para depois conversamos. Peço que ninguém coma (ainda) seu bombom!

4.    Depois que todos os bombons foram retirados, é interessante observar que os últimos que conseguiram algum bombom pegaram simplesmente, aqueles que sobraram.

5.    Em geral esses que sobraram são bombons desconhecidos pela maioria. Caso isso ocorra é interessante comentar sobre a resistências que as pessoas tem sobre o desconhecido e como, em geral existe uma busca bem maior pelos cursos tradicionais do que pelos cursos novos, recém introduzidos no mercado.

6.    Aproveito o momento para dizer que não estarei interpretando a escolha especifica e a forma de cada um, em geral, escolhem. Digo que a forma como cada um escolheu agora representa as várias formas possíveis de escolha, sem particularizar a interpretação. Nós procuraremos aqui relacionar tudo que for possível com a escolha da profissão!

ANÁLISE E DEVOLUÇÃO

Nesse momento, passo a perguntar para cada um o motivo pelo qual pegou justamente aquele bombom. Fazemos isso em círculo e em voz alta, de forma que todos possam se ver e ouvir.

Em geral, as pessoas recebem de forma positiva as associações feitas pelo orientador e os colegas entre a forma de escolha do bombom e a forma de escolha profissional, sorriem e fazem pequenos comentários ou balançam afirmativamente a cabeça.

Referências

LEVENFUS, Rosane Schotgues. Orientação Vocacional e de Carreira em contextos Clínicos e Educativos. Porto Alegre, Artmed, 2015 Cap 17, pp 239 a 245.
 
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